No frio, mais comida, menos exercício e, em média, três quilos a mais na balança

No frio, mais comida, menos exercício e, em média, três quilos a mais na balança

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Frio combina com cobertor, que combina com chocolate, que combina com preguiça de malhar. Ainda nem começou o inverno, mas já está dada a fórmula que, até o fim da estação, costuma render alguns “quilinhos” a mais para os menos controlados — esse ganho de peso varia, em média, entre 500 gramas e 3 quilos, segundo especialistas. E pior: ainda tem o agravante das guloseimas das festas juninas e da quebra de rotina, já que julho coincide com as férias escolares.

— Algumas pessoas ficam mais melancólicas no frio, o que leva à compulsão por comidas que confortam. Infelizmente, pouquíssimas pessoas sentem conforto com comidas como cenoura e frango grelhado — diz Paula Pires, endocrinologista da Clínica Essenza.

Se dependesse só do frio, a tendência seria emagrecer: para elevar o temperatura corporal, o organismo aumenta o gasto energético em 5% a 10% e o metabolismo é acelerado.

— Essa alteração no metabolismo aumenta a sensação de fome e, por isso, há o vício em carboidratos — diz o nutrólogo Hugo Coelho Neves.

Outro fator que contribui para “enfiar o pé na jaca” nesse período é que parte dos brasileiros relaciona hábitos saudáveis à estética, e não à saúde.

— No inverno, as pessoas estão com o corpo coberto, menos exposto à praia ou a piscina, e logo desistem de malhar e comer bem — diz a nutricionista Natasha Barros.

 

Abandono de exercícios contribui para aumento de peso

Pelo medo de sair de casa no frio, os exercícios também costumam ser deixados de lado.

— A atividade física eleva o nível de serotonina. Com menos serotonina, ficamos compulsivos por alimentos calóricos (que restauram o nível dessa substância no cérebro) — explica a endocrinologista.

Para não abandonar as atividades, uma alternativa é a busca por outro exercício:

— Uma solução é o HIIT (método de exercícios intensos que queimam mais gordura em menos tempo), que sobe logo a frequência cardíaca, diminui o frio e o praticante fica menos tempo fora de casa.

Além de comer mais no frio, as pessoas tendem a comer pior — como congelados ou comida entregue em casa.

— Pela preguiça de cozinhar, pedem pizza, que vem quentinha, dá para comer no sofá — alerta Natasha.

Uma forma de aquecer o corpo, segundo a nutricionista, é investir em chás, principalmente os que contém gengibre ou canela, substâncias “geradoras” de calor:

— Quando eu estou com frio e preguiça para preparar o café da manhã, esquento água, pingo gotas de limão e tomo, para ficar aquecida.

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Fonte: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/no-frio-mais-comida-menos-exercicio-em-media-tres-quilos-mais-na-balanca-19497751.html

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